terça-feira, 6 de outubro de 2015

O Dia do Bibliotecário 12 de março



O Dia do Bibliotecário, no Brasil, é comemorado em 12 de março em homenagem a Manuel Bastos Tigre (nascido em 12 de março de 1882). Figura de múltiplos talentos e profissões formou-se engenheiro, mas também exerceu ocupações como jornalista, poeta, compositor, teatrólogo, humorista, publicitário e, especialmente, bibliotecário. É considerado o primeiro bibliotecário por concurso no Brasil, atuando no Museu Nacional do Rio de Janeiro.
O Decreto Federal nº 84.631, de 09/04/1980, assinado pelo então presidente da República João Figueiredo, instituiu, além do Dia do Bibliotecário, a Semana Nacional do Livro e da Biblioteca (de 3 a 29 de outubro).
O bibliotecário é um profissional de nível superior (bacharelado em Biblioteconomia), cujo exercício é regulamentado por lei e fiscalizado por Conselhos Regionais de Biblioteconomia.
Sua imagem, geralmente, é associada aos livros e às bibliotecas tradicionais, atribuição que por muito tempo se fez única realmente. Da Renascença (na época da criação da tipografia) até meados do século XIX, o bibliotecário quase sempre era um erudito ou um escritor que cuidava dos acervos, à procura de paz para realizar sua obra. A partir de meados do século XIX, sentiu-se a necessidade de haver um profissional com formação especializada e técnica, pois se reconheceu que era uma profissão socialmente indispensável. Como vimos anteriormente, agora o bibliotecário pode atuar em diversos lugares.
Um exemplo de um tipo diferenciado de atuação é a própria Biblioteca Virtual do Governo do Estado de São Paulo, cuja equipe é formada também por pessoas da área de Biblioteconomia.

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Símbolos da Profissão
Dia do Bibliotecário em outros latino-americanos

  • Argentina: 13 de setembro
  • Bolívia: 23 de julho
  • Chile: 10 de julho
  • Colômbia: 23 de abril
  • Costa Rica: 19 de março
  • El Salvador: 25 de maio
  • Equador: 21 de fevereiro
  • Panamá: 23 de abril
  • México: 20 de julho
  • Nicarágua: 13 de setembro
  • Paraguai: 16 de outubro
  • Peru: 14 de novembro
  • Porto Rico: 22 de julho
  • República Dominicana: 22 de julho
  • Uruguai: 26 de maio
  • Venezuela: 27 de julho


A lâmpada de Aladim, que representa desde a antiguidade a incessante vigília e a atividade intelectual, e o livro aberto, que significa o oferecimento da educação e da cultura.
A pedra do profissional é a ametista, uma pedra preciosa de cor violeta. É uma variedade de quartzo, encontrada no Brasil, Uruguai, Sibéria e no Ceilão. Clássica pedra da amizade, reforça a memória, protege da alucinação e defende contra a embriaguez.
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Texto retirado de: http://www.bibliotecavirtual.sp.gov.br/especial/200703-bibliotecario.php

10 de março dia do telefone

Alô! Alô! Hoje é dia do telefone!


Inventado por Alexander Graham Bell (1847-1922), o telefone trouxe grandes facilidades para nossas vidas.
Partindo do estudo do telégrafo, Graham Bell tentava entender como acontecia a transmissão das mensagens desse aparelho, visando ajudar a comunicação com deficientes auditivos. No dia 10 de março, conseguiu fazer a primeira transmissão, data designada como o dia do telefone.
Através de suas pesquisas, desenvolveu então um aparelho que transformava os sons em sinais elétricos, sendo levados à outra extremidade do fio, retornando ao seu estado inicial, ou seja, como som.
Porém, nos primeiros aparelhos não era possível falar e ouvir ao mesmo tempo.
No museu do telefone, em São Paulo, consta que o primeiro aparelho telefônico que veio ao Brasil foi dado de presente à D. Pedro II, em 1877, sendo que sua linha iria do palácio de São Cristóvão, no Rio de Janeiro, até o centro da cidade. Ao ver o telefone em funcionamento D. Pedro II exclamou “meu Deus, isto fala!”.
Aos poucos foram sendo instaladas no país as centrais telefônicas, mas precisamente em São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.
O sistema de DDD (discagem direta à distância) só foi implantado no Brasil no ano de 1958 e o sistema de DDI (discagem direta internacional) bem mais tarde, no ano de 1975.
Aos poucos esse tipo de comunicação foi tomando sua forma mais adequada, mais precisa de funcionamento, hoje em dia é difícil pensarmos a vida sem o telefone.
Com o aperfeiçoamento de seu funcionamento, os japoneses inventaram os aparelhos móveis, os celulares, que entraram em funcionamento em 1978, mas no Brasil essa tecnologia somente chegou por volta dos anos 90.
Depois desses, o sistema de telecomunicações cresceu fortemente, chegando às grandes redes de comunicação mundial, a internet.
Por Jussara de Barros
O telefone foi criado pelo escocês Alexander Graham Bell (1847 - 1922), há mais de um século.

Dia do Sogro 10 de Março

O Dia do Sogro é comemorado anualmente em 10 de Março, no Brasil. 
A data presta homenagem à um nível parentesco que não possui a mesma herança sanguínea entre ambas, ou seja, que não são membro familiares de sangue. 
O sogro é o pai do ou da cônjuge de um indivíduo. Em uma perspectiva geral, os sogros são categorizados como os "segundos pais" do companheiro(a) do seu filho(a).

Entre as sugestões sobre como comemorar o Dia do Sogro, está a preparação de um almoço ou jantar em família, um churrasco, um passeio, uma visita à casa do sogro, ou mesmo um telefonema amigável e saudoso.
A palavra sogro em inglês é traduzida para father in law, que em português significa "pai pela lei", diante das leis do matrimônio. 

7 de Março - Dia do Fuzileiro Naval





A Brigada Real da Marinha foi a origem do Corpo de Fuzileiros Navais do Brasil. Criada em Portugal em 28 de agosto de 1797, por Alvará da rainha D. Maria I, chegou ao Rio de Janeiro, em 7 de março de 1808, acompanhando a família real portuguesa que transmigrava para o Brasil, resguardando-se das ameaças dos exércitos invasores de Napoleão. Dizia o Alvará: “Eu, a Rainha, faço saber aos que este Alvará com força de lei virem, que tendo-me sido presentes os graves inconvenientes, que se seguem, ao meu Real Serviço, e à disciplina da Minha Armada Real, e o aumento de despesa que se experimenta por haver três corpos distintos a bordo das naus e outras embarcações de guerra da Minha Marinha Real, quais são os Soldados Marinheiros:
sendo consequências necessárias desta organização, em primeiro lugar, a falta da disciplina que dificilmente se pode estabelecer entre os Corpos pertencentes a diversas repartições: em segundo, a falta de ordem, que nascem de serem os Serviços de Infantaria e de Artilharia, muito diferentes no mar do que são em terra: e ser necessário que os Corpos novamente embarcados aprendam novos exercícios a que não estão acostumados. Sou servida mandar criar um Corpo de Artilheiros Marinheiros, de Fuzileiros Marinheiros e de Artífices e Lastradores debaixo da Denominação de Brigada Real da Marinha...”O batismo de fogo dos Fuzileiros Navais ocorreu na expedição à Guiana Francesa (1808/1809), com a tomada de Caiena, cooperando ativamente nos combates travados até a vitória, garantindo para o Brasil o atual estado do Amapá. Nesse mesmo ano, 1809, D. João Rodrigues Sá e Menezes, Conde de Anadia, então Ministro da Marinha, determinou que a Brigada Real da Marinha ocupasse a Fortaleza de São José, na Ilha das Cobras, onde até hoje os Fuzileiros Navais têm seu “Quartel-General”.
Após o retorno do Rei D. João VI para Portugal, um Batalhão da Brigada Real da Marinha permaneceu no Rio de Janeiro. Desde então, os soldados-marinheiros estiveram presentes em todos os episódios importantes da História do Brasil, como nas lutas pela consolidação da Independência, nas campanhas do Prata e em outros conflitos armados em que se empenhou o País.
Dia do Fuzileiro Naval
Ao longo dos anos, o Corpo de Fuzileiros Navais recebeu diversas denominações: Batalhão de Artilharia da Marinha do Rio de Janeiro, Corpo de Artilharia da Marinha, Batalhão Naval, Corpo de Infantaria de Marinha, Regimento Naval e finalmente, desde 1932, Corpo de Fuzileiros Navais (CFN).
Durante a Segunda Guerra Mundial, foi instalado um destacamento de Fuzileiros Navais na Ilha da Trindade, para a defesa contra um possível estabelecimento de base de submarinos inimigos e, ainda, foram criadas Companhias Regionais ao longo da costa, que mais tarde se transformaram em Grupamentos de Fuzileiros Navais. Os combatentes anfíbios embarcaram, também, nos principais navios de guerra da Marinha do Brasil.
O Brasil, apesar de conviver pacificamente na comunidade internacional, pode vir a ser compelido a envolver-se em conflitos gerados externamente, devido a ameaças ao seu patrimônio e a interesses vitais, bem como em atendimento a compromissos assumidos junto a organismos internacionais, fruto do desejo brasileiro em assumir uma participação ativa no concerto das nações no século XXI.
A Marinha do Brasil, parcela das Forças Armadas com a responsabilidade de garantir os interesses brasileiros no mar e em áreas terrestres importantes para o desenvolvimento das campanhas navais, encontra-se estruturada como uma força moderna, de porte compatível com as atuais possibilidades do País, capaz de dissuadir possíveis agressores, favorecendo, assim, a busca de soluções pacíficas das controvérsias.
Uma das suas tarefas é a projeção de poder sobre terra. Para tanto, além do bombardeio naval e aeronaval da costa, poderá a Marinha valer-se dos fuzileiros navais para, a partir de operações de desembarque, controlar parcela do litoral que seja de interesse naval. Essas operações, comumente conhecidas como Operações Anfíbias, são consideradas por muitos como sendo as de execução mais complexa dentre todas as operações militares. Atualmente a MB dispõe de tropa profissional apta a executar, com rapidez e eficiência, ações terrestres de caráter naval, as quais lhe confere credibilidade quanto à sua capacidade projeção sobre terra.
Dia do Fuzileiro Naval
Na década de 50, o CFN estruturou-se para emprego operativo como Força de Desembarque, passando a constituir parcela da Marinha destinada às ações e operações terrestres necessárias a uma campanha naval.
Dia do Fuzileiro Naval
Mais recentemente, os Fuzileiros Navais, como Observadores Militares da Organização das Nações Unidas (ONU), atuaram em áreas de conflito, como El Salvador, Bósnia, Honduras, Moçambique, Ruanda, Peru e Equador.
Dia do Fuzileiro Naval
Dia do Fuzileiro Naval
Dia do Fuzileiro Naval
Em Angola, como Força de Paz, participaram da Missão de Verificação das Nações Unidas (UNAVEM-III) com uma Companhia de Fuzileiros Navais e um Pelotão de Engenharia.


Tradições


ESTANDARTE DO CORPO DE FUZILEIROS NAVAIS
Dia do Fuzileiro Naval
O estandarte do Corpo de Fuzileiros Navais (CFN) foi criado em 1931. Sua cor vermelha simboliza a coragem e a determinação dos Fuzileiros Navais. A data de 1808 evoca a chegada dos Fuzileiros Navais ao Brasil. O escudo perpetua as tradições e a estrela branca simboliza a unidade dos Fuzileiros Navais.

GORRO DE FITA
Dia do Fuzileiro Naval
O gorro, de forma escocesa, é umas das peças mais características do uniforme do Fuzileiro Naval. Foi idéia, em 1890, de um comandante do Batalhão Naval que tinha ascendência britânica. O gorro de fita, como é conhecido, é uma dessas tradições que são incorporadas, permanecem e ganham legitimidade, tendo, por isso, seu uso contínuo por mais de 100 anos.

CAPACETE HISTÓRICO
Dia do Fuzileiro Naval
O capacete histórico, de influência prussiana, foi inicialmente utilizado nas décadas de 1930 e 1940 pelos oficiais e praças do Corpo de Fuzileiros Navais. Juntamente com as barretinas, os gorros de fita e bonés, forma um conjunto harmônico e de forte apelo simbólico-cultural. Na trajetória da humanidade, o homem percebeu a necessidade de proteger a cabeça contra o sol, frio, chuva ou guerras, nascendo assim uma tradição. Andavam com a cabeça coberta o guerreiro, o caçador e o lutador, tornando-se privilégio o ato de cobrir a cabeça. O uso do capacete histórico foi restabelecido na década de 1990, com o propósito de rememorar mais uma tradição arraigada no nosso CFN.

ÂNCORAS E FUZIS
Dia do Fuzileiro Naval
O distintivo da âncora sob a qual se cruzam dois fuzis é, com certeza, um dos símbolos mais significativos dos Fuzileiros Navais. Representa, de forma inconfundível, a tropa anfíbia da Marinha, razão pela qual está presente nos brasões de suas unidades e em seus uniformes.

ADSUMUS
Lema do Corpo de Fuzileiros Navais - Adotado a partir do seu sesquicentenário, tem em sentido próprio o significado de estar presente e em sentido figurado - Aqui estamos, refletindo a presteza e o permanente estado de prontificação dessa tropa profissional. Foi sugerido, em 1958, pela Sra. Violeta Telles Ribeiro, esposa do Almirante Fuzileiro Naval Leônidas Telles Ribeiro.


Fonte: www.mar.mil.br

15 de março: Dia da Escola

"O Dia Escola acontece no dia 15 março, todos os anos. No Dia da Escola é lembrada e celebrada essa instituição tão importante na educação do povo brasileiro.

A Escola no Brasil

A Escola é um local de aprendizagem que se tornou a base da educação de nações inteiras. No Brasil, as primeiras escolas eram dirigidas pelos jesuítas vindo de Portugal, ainda na era colonial mas nem todos eram aceitos. Escravos e mulheres não tinham direito a educação, e os homens brancos acabavam indo estudar nos colégios religiosos. Os mestiços eram os únicos que procuravam as escolas dos jesuítas, que inicialmente não os queriam aceitar. Os colégios jesuítas tiveram que ceder, no entanto, por causa dos subsídios de "escola pública" que recebiam. Isso aconteceu no final do século XVII.
Hoje em dia, a educação já é um direito de todos os brasileiros, e todas as pessoas - crianças, adolescentes, jovens e adultos - devem ter a possibilidade de ir para uma escola. Infelizmente, isso ainda não acontece para todo mundo.

Atividades para o Dia da Escola

  • Pinte desenhos sobre a escola;
  • Escreva uma redação sobre o que mais gosta na escola;
  • Pinte um mural na sua escola;
  • Se junte com seus colegas e pense como pode ajudar a escola a ser um lugar melhor;
  • Ajude a limpar ou consertar alguma coisa na sua escola;
  • Ajude a promover a importância da escola como conseguir."

14 de Março - Dia Nacional da Poesia no Brasil.

A data foi criada em homenagem a Antônio Frederico de Castro Alves, poeta brasileiro nascido em 14 de março de 1847. Frederico de Castro Alves ficou conhecido como o poeta dos escravos por ter lutado arduamente pela abolição da escravatura no Brasil.
O Dia Nacional da Poesia é normalmente celebrado em bibliotecas, escolas e diversos outros espaços culturais, em eventos onde a declamação de poemas é normalmente privilegiada.

Criadores de poesia

Falar de poesia, porém, significa falar de poetas, os criadores de poesia. Além de Castro Alves e Gonçalves Dias, existem vários outros poetas da literatura brasileira que você precisa conhecer. Entre outros, podem ser citados: Gregório de Matos,Tomás Antônio Gonzaga, Olavo Bilac, Cruz e Sousa, Oswald de Andrade, Carlos Drummond de Andrade, Cecília Meireles e Vinícius de Moraes.
Mas é bom lembrar que a nossa poesia tem como matéria prima a língua portuguesa e, nesse sentido, há dois autores portugueses que também precisam ser mencionados, pois tiveram influência tanto na poesia de sua pátria quanto na brasileira. Trata-se de Luís de Camões e Fernando Pessoa, dois poetas de primeira grandeza, talvez a expressão mais alta da poesia em Portugal.
E já que saímos do Brasil é bom lembrar que também existe um Dia Internacional da Poesia, o 21 de março. A data foi instituída pela Unesco - Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura, com o intuito de difundir e valorizar a poesia, uma arte que já ocupo um papel de mais prestígio na sociedade em tempos passados.
No entanto, isso é muito relativo. Poesia não é somente aquela que se encontra nos livros. Convém lembrar que as letras musicais são poesia para ser cantada e, nesse sentido, a poesia se faz presente na vida de quase todas as pessoas.
Aliás, em música, é comum se falar em um gênero clássico ou erudito e num gênero popular. O mesmo acontece em poesia. No Brasil existe um gênero popular de poesia que foi muito difundido, especialmente no sertão do nordeste: a poesia de cordel. Vale a pena conhecê-lo.

08 de março- Dia internacional da Mulher


"As histórias que remetem à criação do Dia Internacional da Mulher alimentam o imaginário de que a data teria surgido a partir de um incêndio em uma fábrica têxtil de Nova York em 1911, quando cerca de 130 operárias morreram carbonizadas. Sem dúvida, o incidente ocorrido em 25 de março daquele ano marcou a trajetória das lutas feministas ao longo do século 20, mas os eventos que levaram à criação da data são bem anteriores a este acontecimento. 

Desde o final do século 19, organizações femininas oriundas de movimentos operários protestavam em vários países da Europa e nos Estados Unidos. As jornadas de trabalho de aproximadamente 15 horas diárias e os salários medíocres introduzidos pela Revolução Industrial levaram as mulheres a greves para reivindicar melhores condições de trabalho e o fim do trabalho infantil, comum nas fábricas durante o período. 

O primeiro Dia Nacional da Mulher foi celebrado em maio de 1908 nos Estados Unidos, quando cerca de 1500 mulheres aderiram a uma manifestação em prol da igualdade econômica e política no país. No ano seguinte, o Partido Socialista dos EUA oficializou a data como sendo 28 de fevereiro, com um protesto que reuniu mais de 3 mil pessoas no centro de Nova York e culminou, em novembro de 1909, em uma longa greve têxtil que fechou quase 500 fábricas americanas.

Em 1910, durante a II Conferência Internacional de Mulheres Socialistas na Dinamarca, uma resolução para a criação de uma data anual para a celebração dos direitos da mulher foi aprovada por mais de cem representantes de 17 países. O objetivo era honrar as lutas femininas e, assim, obter suporte para instituir o sufrágio universal em diversas nações. 

Com a Primeira Guerra Mundial (1914-1918) eclodiram ainda mais protestos em todo o mundo. Mas foi em 8 de março de 1917 (23 de fevereiro no calendário Juliano, adotado pela Rússia até então), quando aproximadamente 90 mil operárias manifestaram-se contra o Czar Nicolau II, as más condições de trabalho, a fome e a participação russa na guerra - em um protesto conhecido como "Pão e Paz" - que a data consagrou-se, embora tenha sido oficializada como Dia Internacional da Mulher, apenas em 1921.

Somente mais de 20 anos depois, em 1945, a Organização das Nações Unidas (ONU) assinou o primeiro acordo internacional que afirmava princípios de igualdade entre homens e mulheres. Nos anos 1960, o movimento feminista ganhou corpo, em 1975 comemorou-se oficialmente o Ano Internacional da Mulher e em 1977 o "8 de março" foi reconhecido oficialmente pelas Nações Unidas.

"O 8 de março deve ser visto como momento de mobilização para a conquista de direitos e para discutir as discriminações e violências morais, físicas e sexuais ainda sofridas pelas mulheres, impedindo que retrocessos ameacem o que já foi alcançado em diversos países", explica a professora Maria Célia Orlato Selem, mestre em Estudos Feministas pela Universidade de Brasília e doutoranda em História Cultural pela Universidade de Campinas (Unicamp).

No Brasil, as movimentações em prol dos direitos da mulher surgiram em meio aos grupos anarquistas do início do século 20, que buscavam, assim como nos demais países, melhores condições de trabalho e qualidade de vida. A luta feminina ganhou força com o movimento das sufragistas, nas décadas de 1920 e 30, que conseguiram o direito ao voto em 1932, na Constituição promulgada por Getúlio Vargas. A partir dos anos 1970 emergiram no país organizações que passaram a incluir na pauta das discussões a igualdade entre os gêneros, a sexualidade e a saúde da mulher. Em 1982, o feminismo passou a manter um diálogo importante com o Estado, com a criação do Conselho Estadual da Condição Feminina em São Paulo, e em 1985, com o aparecimento da primeira Delegacia Especializada da Mulher."